Saturday, February 12, 2011

Só para fazer sorrir.




Não há nada como um gato a te olhar.
Ou um bichano a sorrir.

Cadê a minha janela?



Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela.

Friday, February 11, 2011

Dance Across the Board - Conference




“Dance dialogue in progress: the language and the body”

Carolina Mendes and Xi Zhao, Tisch/Department of Dance

The research for the presentation began with dialogues between the two choreographers and their two different cultures of China and Brazil. The shock of being in a foreign country, the loneliness, and the struggle with a new environment were the inspirations of this collaborative work at the very beginning. The work is a practical example of a process in dance, and it questions how we can consider it as a creative tool to keep reinventing our choreographic methodologies. We would like to share with others how two choreographers with vastly different cultural backgrounds approach the beginning, middle and resultant end of a choreographic process, and how the influences of our home environments, in contrast with our new existence, affect this process.

Thursday, February 10, 2011

Drops - 5 segundos

Como não tive tempo e andei (mais) enlouquecida do que nunca, não pude fazer todos os posts culturais das coisas que tenho feito por aqui...

Então em frases resumidas meu drop cultural de 5 segundos por espetáculo:

27-01
New York Philarmonic Orchestra No Lincoln Center
Beethoven, Sibelius e Nielsen

Apesar de todo o luxo de se assistir uma das melhores orquestras do mundo fiquei um tantinho decepcionada. A acústica do teatro não era das melhores e mesmo sentando num bom lugar minha expectativa era muito alta. A 8a Sinfonia de Beethoven não é das minhas favoritas (é uma das obras que estou analisando neste meu semestre) e foi a primeira obra tocada neste concerto. Mas em compensação assisti a melhor soprano que já ouvi cantando - a Karita Mattila.

30-01
Balé Folclórico da Bahia no NYU Skirball Center

Que orgulho do meu país. Não conhecia o trabalho desta companhia, nem dos seus diretores Walson Botelho e José Carlos Arandiba. E confesso que fui assistir a apresentação com a pura intenção de reviver minha cultura e ouvir um pouco de Português que pudesse aquecer meu coração. E sem dúvida nenhuma foi algo que me encheu de alegria. Para quem estuda dança (e principalmente alguém como eu que fez aula de danças brasileiras com a Graziela Rodrigues) o meu olhar crítico é sempre meio descrente.
Óbvio que se eu fosse ser chata eu poderia dizer que o espetáculo teve alguma estilização das manifestações de danças brasileiras. Mas, sinceramente, isso não importa. O que importa é que o público levantou das cadeiras e dançou ao final do espetáculo durante uns 15 minutos. E a platéia não era de brasileiros.

03-02
Danspace project presents: Plataform 2011 - Body Madness na Igreja do St. Marks
(Sim. Isso mesmo. Assistir dança contemporânea loquérrima dentro de uma igreja que retira todos os bancos e se transforma num templo da expressão.)

1."Voix de Ville" de Cori Olinghouse:
Trabalho muito interessante em que os cinco bailarinos-coreógrafos desenvolviam um espaço nonsense que partia das danças de Vaudeville (sabe aqueles passinhos precursores de musical americano, clube francês, charles chaplin?) e que se transformava completamente. Segundo o programa eram experimentos em Vaudeville e shapeshifting.

2. "Itsuko San" de Kota Yamazaki
Solo Butoh contemporâneo doidíssimo de um japonês inteiro vestido de pink com uma maquiagem noir macabra. Movimentos estranhos, música annoing, e mesmo assim fascinante. Acho que estou refinando (ou cultichatando) meu gosto artístico.

3. "Elements of Vogue" de Archie Burnett e Javier Ninja
Absolutamente fantástico. Olha o meu gosto pop art tomando conta. Estes dois artistas não saíram de nenhum meio formal de dança, mas sim de boates! Simplesmente sarcástico, perspicaz e além das palavras.

06-02

1. Moma
Não tem nada como este museu. Vontade de ir lá toda semana isso sim.
Inspiração pura.

2. Mamma Mia no Winter Garden Theatre
Simplesmente o melhor musical que eu já assisti. (Não que eu tenha assistido muitas produções aqui na Broadway. As versões brasileiras, por melhores que sejam, não contam. Entre todas as minhas idas e vindas por aqui só tinha visto Cabaret, Mary Poppins e A pequena Sereia). Alegre, feliz, divertido. Tão bom quanto o filme. Elenco brilhante.
Óbvio que contém todos os chavões de uma peça musical, mas tudo isto se torna hilário somado à um bom spandex branco, salto alto e muito brilho.
Este musical me fez lembrar de algumas das minhas melhores amigas queridas (Alana e Parpina), pois lá num período longínquo fomos assistir a versão em filme e choramos feito condenadas...

Cantinho de um mestre

No último sábado a minha professora de Grad Seminar (escrita/crítica/discussão em dança) - Deborah Jowitt - deu uma Book Party na casa dela para todas as alunas de mestrado.
Eu já me sinto bem a vontade entre minhas classmates e no meu ambiente profissional.
Mas tem certos aspectos da cultura artística intelectual de New York que é simplesmente tão diferente do Brasil que eu tenho que escrever sobre isso.
Quando que um professor no Brasil iria oferecer uma festa na sua casa para que os alunos se sentissem livres para perguntar sobre o passado artístico, sobre livros, sobre assuntos do departamento ou sobre qualquer outra coisa? Se bem que o assunto da festa foi mesmo dança e comida.
Esta professora é uma das maiores críticas da área, mas ela é absolutamente acessível.
Vivo comentando aqui dos espetáculos que ela me leva para assistir, porque geralmente eu dou sorte ou sou a única que tenho disposição para ir.
Mas então... voltando para a festinha privê com direito a salada, lentilha, frango (eu veggie não como) e muito vinho: entrei num cantinho de uma mestra e me senti honrada de pisar na casa de uma lenda viva.
Esta minha professora mudou-se para este apartamento pequeno numa área vip do Greenwich Village em 61 (ou seja, antes da minha mãe nascer!) e dançou em companhias e trabalhou incessantemente na área desde então.
Mas o grande astro da casa dela são os livros e os detalhes artísticos culturais. O micro apartamento é abarrotado de coisas, móveis antigos, na cozinha tem um fogão branco que deve ter a idade da minha avó. Tem fotografias raridades e presentes artísticos autorais que ela recebeu de coreógrafos que já passaram desta para uma melhor.
Ela tem prêmios espalhados pelos cômodos, livros até o teto, e todos de dança. Um pesquisador de história da dança mataria/morreria por algumas das preciosidades que ela coleciona. Eu morreria para ter 1/8 dos livros dela.
Temos como um dos projetos de pesquisa da disciplina deste semestre escolher uma Lost Dance (ou seja uma coreografia morta - sem registros), rastrear todas as informações que conseguirmos e conduzirmos uma pesquisa sobre esta dança desaparecida.
Só na New York Public Library (NYPL) para termos acesso à cartas de Isadora Duncan, fotos de Martha Graham, coleções de Balanchine e registros de produção de espetáculos que desapareceram.
Quer dizer, só na NYPL e na casa desta minha professora.
Comentei com ela que tinha interesse numa obra da Mary Wigman e ela me puxou para um determinado ponto da casa dela e retirou sua seção de livros desta coreógrafa...

Tuesday, February 8, 2011

Superwoman



Tão exausta.
Fisicamente.
Mentalmente.
E emocionalmente.

Minha carga horária de ensaios não é normal.
Não há tempo para nada.
Um dia parece uma semana.
Sem nenhum tempo livre.
Nemhum fim de semana.
Nem 1 segundo para respirar.

Queria ser a superwoman.
Fazer tudo bem feito.
Ter forças.
E nunca choramingar de cansaço.

O que é arte?





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