Tuesday, September 20, 2011

Notícias da terrinha gringa - drops

Semana passada estava eu, podre de cansada, andando para lá e para cá nos arredores da NYU, após o primeiro ensaio da Ms Azure.
Estava nas indas e vindas para organizar as coisas da casa nova quando eu e o Nicolas vimos uma barraquinha de mini cupcakes no nosso caminho.
Minha lombriguinha logo deu pulo de alegrias. Mas eu já tinha enfiado na minha cabeça que só quando passasse 1 semana de ensaios da Azsure eu me daria o direito de comer um doce escandaloso como um cupcake.
Mas o Nicolas, marido bonzinho, me parou na frente da barraquinha e me disse que eu podia sim.
Ficamos os dois debatendo se eu ia comer ou não, enquanto o vendedor olhava com uma cara esperançosa para a gente.
Após uns segundos de indecisão, nós fomos nos aproximando da barraquinha e então o vendedor me chamou.
Primeiro ele falou que meu colar (sabe aquele do post chorão?) era lindo e me perguntou de onde nós dois éramos.
Quando falamos que éramos do Brasil, ele não se deu por vencido e continuou na maior simpatia conversando com a gente.
Ele me perguntou se eu sabia o que meu colar significava...
(E olha que eu estou acostumada a pessoas me parando e perguntando sobre este colar, mas ele estava sendo mais animado do que as outras pessoas costumam ser...)
Então eu expliquei que eu ganhei o colar da minha tia, de quando ela visitou o Egito. E que eu não sabia o que significava, só sabia que tinha a ver com proteção... e é meu colar absolutamente favorito.
Então ele abriu um sorrisão e falou que ele era do Egito ( e para mim ele tinha cara de indiano) e que o símbolo que eu estava usando era muito importante, que significava Alá, ou Deus. E para eu guardar o colar para sempre. (Não precisa nem me dizer duas vezes!)
Aí eu comprei meu cupcake de chocolate com pistache, agradeci ele e sai feliz.
E tenho certeza que o vendedor ficou lá na sua barraquinha perdido em memórias da sua terra natal, graças ao colar de uma brasileira.
Enquanto eu saí para outro canto pensando em como um colar me levou até o Egito, como NY possibilita uma troca de culturas como em nenhum outro lugar, e como meu colar agora tem ainda mais significado. E o significado deve-se ao fato do valor que nós mesmos colocamos naquilo que amamos.

....


E NY continua maluca.
É difícil descrever a insanidade coletiva.
Mas a melhor forma é sempre descrever os malucos que passam pela gente.
Outro dia entrou uma menina super patricinha no metrô, vestida ajeitadinha.
Aí eu olhei para os lindos cabelos loiros e compridos dela e vi que só tinha cabelo do lado direito. O lado esquerdo estava raspado na zero.
Cada um com seus problemas, né?

...

E mais uma do metrô:

Entro eu e o Nicolas na linha 6. De manhã. Lotado.
E quando olhamos para o lado tem um manézão deitado no banco, ocupando o lugar referente a cinco pessoas.
E para completar ele amarrou a sua bicicleta nos postes de se segurar, contribuindo ainda mais para o caos matinal.
Não era um mendigo, era um sujeito sem noção que devia ter bebido de mais, saiu com sua bicicleta e mochila e resolveu dormir no metrô.
Se a minha cara e do Nicolas era feia, vocês não podem imaginar a cara de outras pessoas que entravam no vagão.
E o mais impressionante é que se via que todo mundo estava p%$%ˆ$* da vida, mas ninguém sacudiu o sujeito...
Enfim, pérolas dos malucos da cidade.

...

E para acabar as notícias da terrinha um pouco sobre o maridão...
Quem me tem no facebook sabe, mas vou escrever mais detalhado aqui.
Na última quinta eu larguei um pobre menino Pirata com olhar assustado e sua lancheirinha do Batman (ou era a do Cavaleiros do Zodíaco?) na escolhinha.
O pirata consegui achar sozinho uma escola de inglês de graça... Isso mesmo, absolutamente de graça. O nome do lugar é Literacy partnering. Quando fomos lá, fomos super bem atendidos, e o professor do Nicolas é um cara muito simpático.
Mas mesmo assim, ele não queria que eu fosse embora, parecia criança, e eu precisando ir para a aula...
Ele ficou lá, sozinho e com ar de pobre coitado.
Mas depois me ligou feliz da vida, contando que deu tudo certo, que o inglês dele é ótimo perto do inglês de uns chineses.
E que ele fez um amigo cubano.
Eu mereço, né?


3 comments:

  1. Uhu!!! Drops are back!

    Vc guarda as histórias mais divertidas pro blog, msm que a gnt se fale por skype, né?

    Então trate de voltar a postar!

    Ass: Leitora nº1, mto feliz! :)

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  2. haha eu li primeiro! mas não deu tempo de comentar!

    Também amo os drops! Carol, vc e o Nicolas são mto pop! huahua Sempre fazendo alguma coisa diferente =]

    Estou louca para comer cupcakes coloridos e fofinhos como os do we heart it...hehe

    Oq mais acho interessante é q não importa o lugar do mundo q vc esteja, ainda tem um cara espaçoso e folgado tomando espaço dos outros, e as pessoas incomodadas e de cara feia...hehe

    Bjooos

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