Friday, October 26, 2012

Se saudades matasse...

Se saudades matasse eu já estava morta.
Saudades
Da minha mãe. Do meu pai. Dos meus irmãos. Da Alana. Da minha família. Das (ex) Alunas
De tanta gente querida. Meus amigos.
Do Brasil.

(E das comidas do Brasil
porque eu sou sempre morta de fome...)

Hoje a pandora colocou música do Zelda na minha playlist
Fiquei feliz e triste de saudades do Lucas

Saudades das minhas avós que estão no céu.
Ainda não entendo esta saudade em que não sei quando vou vê-las novamente.
Todo dia penso nisso.
Estando aqui, longe de tudo, não tive chance de entender.
Tenho a sensação de perda.
mas ao mesmo tempo eu tenho essa sensação de perda em relação a tudo!

Andei refletindo nas minhas perdas.
Perdi tantos momentos com meus amados.
E são aqueles momentos simples que fazem mais falta.
Ver o cabelo da Gabi crescer.
Ter ido na formatura da Alana.
Ir ao Centro, trabalhar com as crianças.
Conhecer a namorada do meu irmão direito.
Dar aulas de tap.
Reuniões de família.
Café da manhã depois de dia de reunião de família.
Cheio de comidas erradas do dia anterior
Pessoas acordando em lugares estranhos da casa...

Saudades absurdas da minha cachorra.
A Hopi não fala no skype.
Ela não percebe o carinho e a falta que sinto dela.
Quando penso que ela deve imaginar que eu a abandonei, dói muito.
Por incrível que pareça, esta é uma das razões mais fortes da minha vontade de voltar para o Brasil
Só quem tem cachorro para entender

Ainda bem que a dor da saudades serve apenas para lembrar daquilo que a gente ama.
Espreme o coração.
Mas não mata

Saturday, October 20, 2012

Teaser Last Stop.

Eis um trailer do Last Stop...

Film by Carol Mendes and Nicolas Pirata
Music by Zoe Keating
Performance by Erin Bomboy, Callie Hatchett, Elizabeth Hepp, Stanton Jacinto, Shane Larson, Natália Martinez, and Brittany Testone.



Teaser Last Stop from Carol Mendes on Vimeo.

Já devia ter divulgado este teaser há mais de 1 mês. mas fica difícil quando você mora nos EUA e se acostuma com as rígidas leis de direitos autorais. Faz 5 meses que estou tentando contactar a artista que compôs este trabalho para conseguir a permissão do uso das músicas e não obtenho resposta.
Estou arriscando colocar este vídeo online. Espero sinceramente não levar um processo, ou pior, espero que agentes da CIA não caiam do teto e me prendam neste exato momento.

Feliz sábado para você.




Friday, October 19, 2012

E a vida anda,

É.
A vida é dura.
Viver de Arte, ou melhor, de Dança é pior ainda.
Na luta diária.
Eu contra eu mesma.
Ganhar a disciplina de ser autônoma.
De ganhar menos do que o cara que lava prato no restaurante da esquina.

Manter minha dignidade e fé no futuro não é fácil.
Crio planos de meta todos os dias.
E ignoro minhas "to do lists" com frequência.

Não quero me justificar...
Mas já justificando:
Minha vida inteira eu tracei meus objetivos,
meus sonhos,
E alcancei todos eles.

Agora não sei.
Pela primeira vez me sinto navegando num limbo.
Não sei bem qual meu objetivo.
Não sei bem como alcançar.
É difícil ficar aqui.
Voltar para o Brasil me parece um tiro no pé.

Voltar para a Universidade não quero.
Chega de Academia.
Quero criar.
Mas quem disse que é fácil?
Não é.
Nem aqui, nem aí, nem em lugar nenhum.
Falta dinheiro.

Alguém tem um patrocinador aí...
Afim de bancar uma pessoa batalhadora, honesta, que não desiste nunca?


Tenho produzido meus trabalhos.
E tenho conquistado coisas.
E algumas coisas cairam do céu.

Estou tão feliz com o resultado do Subway Project.
O vídeo Last Stop, modésta a parte, virou o primeiro bebê meu e do Nicolas.
Estou apaixonada.
Tá aí.
Um trabalho que eu assisto, assisto de novo,
e toda vez me causa lágrimas,
ou me faz sorrir.
Só não posso divulgar, porque ainda não consegui o direito autoral das músicas.
Cruzem os dedos.

Me demiti do Brazilian Endowment for the Arts.
Não quero/
Não posso/
Não devo falar sobre isso.
Vamos só dizer que trabalhar para brasileiros nos EUA é tricky.
Só porque eu vim do Brasil não signifca que eu tenho que aguentar 3 meses de atraso no meu ridículo pagamento né?
Trabalhar de graça pelo que eu acredito? SEMPRE
Ser explorada? Não muito obrigada.
Ok. Acho que abri o meu bocão.
Mas sinceramente? Chega.
O estágio naquele lugar acabou com a minha auto estima.
E o mais impressionante é que eu tenho muito carinho por todo mundo que "trabalha" lá.
Mas doeu muito.
Se teve uma coisa que me fez parar de escrever foi aquele estágio.
Depressão? tristeza? Falta de amor próprio?
Decepção? Desapontamento?
Tudo isto junto.
Acho que só agora, devagar, estou começando a andar.

Se bem que,
acho que tudo é muito culpa minha.
Vou vivendo e armazenando tudo no peito, achando que posso conquistar o mundo.
Só que não.
Eu sou pequenininha e imperfeita.
Boba.
Mas um dia eu vou ser quem eu quero ser.
Disciplinada, trabalhadora incansável.
Forte.

E nisto se passaram 5 meses que eu me formei.
Apresentei minhas coreografias em dois festivais.
Fui convidada para retornar em 1 deles, devido ao feedback positivo da audiência.
Fiz um estágio.
Me demiti.
Consegui um emprego numa organização inteira americana:
Dancewave.
Estou muito feliz lá.
É só part time.
Mas é justo.
No começo foi difícil, mas agora estou completamente ambientada!

Além disso, minha amiga Julia
(da Julliard)
dona da Darcy
virou chefe de departamento de uma Universidade em outro estado.
Eu nem estava sabendo disto.
Mas fiquei sabendo quando ela me escreveu
me convidando para ser coreógrafa convidada da Universidade.
Estou muito feliz.
No começo não acreditei.
Mas como agora estamos trocando contrato e eu estou comprando passagens
para passar 1 semana em Wyoming dando aula e coreografando
faz tudo parecer mais real.

E:
eu vou receber de verdade.
Como coreógrafa.
Amém.

Mais um sonho: check.

Estou fazendo poucas aulas.
Fico presa aqui no meu quadradinho na rua 92.
Após sobreviver financeiramente à um mestrado,
não dá para  bancar 5 aulas de balé, tap ou contemporâneo por semana.
Para quem fazia de 8 hrs a 10 hrs de dança por dia,
passei a um vergonhoso 6hrs por SEMANA.
Mas fazer o quê?
É o que dá por enquanto.

Mas graças a Deus estou dançando numa companhia,
tendo duas aulas por semana e ensaios.
Silva Dance Company.
Fusion de Capoeira, Danças brasileiras, balé e moderno.
Precisa ver...
Perdi o medo de ficar de cabeça para baixo.
Demorou 25 anos de vida, mas finalmente aprendi a dar parada de mão, estrela de cabeça, etc.

E no meio de tudo isto a vida vem andando.
Numa rotina louca flutuante.
Gastando muito do meu tempo assistindo netflix ou qualquer seriado bobo.
Mas again... acho que eu tinha um saldo positivo:
25 anos e com mestrado nas costas e todo o resto...
Eu pude me dar ao luxo de vagabundear por falta de saber o que fazer, não?

E de qualquer forma...
Se eu estou escrevendo isto aqui já é sinal que está tudo passando
e eu estou caminhando para novos rumos,
de trabalho,
se Deus quiser.

Amém.
De novo.


Ps:
Vocês
(caros fantasminhas persistentes)
sabiam que eu escrevo posts e mais posts no meu caderno de anotações?
que anda na minha bolsa)
e por vergonha,
de mim mesma,
das minhas faltas pessoais,
da minha falta de perseverança,
na vergonha da minha preguiça,
Eu não tive coragem de passar nada para meu blog?

Que o cara lá de cima me ajude a mudar essa chatice desta procrastinação.
Bora viver
E chega de arrependimento pelo que não consegui ainda.
Bora batalhar.

E obrigada às 3 taças de vinho que tiraram a vergonha na cara e me fizeram escrever muito do que estava entalado na garganta.

Fui.

Boa Noite.
Boa Tarde.
E Bom Dia.
(dependendo de quando vc ler isto).


=D


Friday, September 7, 2012

Drops da minha vida banal.

Eu sei.
Eu estou enrolando de novo.
Mas não é por falta de vontade de escrever desta vez.
É por estar dando atenção maior a outras coisas que no momento são prioridades.
Para vocês terem idéia eu estou neste exato momento escovando meus dentes.
E aí, pela décima vez nestas últimas semanas, bateu um post na minha cabeça,
só que eu deveria estar terminando de escovar dentes, me arrumando para ir dormir "cedo" (1am)
Mas não.

Desta vez eu vim com escova de dente e tudo escrever.
Se a minha mãe ou o Nicolas estivessem aqui eles iam brigar comigo.
Eu não sei o que esse povo tem contra gente que escova dente fazendo outras tarefas.
E eu também gosto de mastigar a escova.
E já cheguei a ficar escovando os dentes por uns 40 minutos, fazendo outras coisas ao mesmo tempo.
E se você tem nojo:
problema seu.


Então,
mas voltando da onde veio a idéia de escrever este post...
Eu acabei de tomar banho e de uns tempos para cá eu tenho ficado bastante preocupada por dois motivos:

1. tem caído tufos e tufos de cabelo toda dia, parece que eu vou ficar careca
Mas isso eu não ligo taaanto,
talvez seja só porque meu cabelo está mais comprido
então aumenta a impressão de queda de cabelo.
Mas o segundo item é bem preocupante.

2. Cabelos brancos
...
...
...
...
...
Quero morrer.
...
...
...
...
...

Eu sei que não é para a gente arrancar...
Mas como você pode olhar para aquela coisa horrorosa (o cabelo) e deixar ela lá?

A primeira vez que eu achei um cabelo branco acho que foi com uns 21 ou 23 anos.
Achei uns 2 ou 3 de uma vez, num mesmo ponto.
Lógico que arranquei.
E desde então, neste mesmo lugar sempre renascem estes aliens.
Mas até aí tudo bem.
Era escondido, e só eu conseguia achar.

Só que neste último ano,
talvez pelo estresse de final de mestrado,
talvez pelo estresse de aguentar meu marido novo,
os cabelos brancos aumentaram.

E particularmente de 3 semanas para cá, teve um dia que eu devo ter arrancado uns 10, só de um lado da cabeça naquele mesmo ponto amaldiçoado.

Ai
que
raiva

Mas fazer o quê?

(E se alguém se der ao trabalho de comentar aqui que é a velhice chegando eu vou...

eu não sei o que eu vou fazer
porque não tem nada mesmo que eu possa fazer por internet...

Mas eu vou ficar irritada.)

Enfim.

Tudo isso para dizer umas coisas banais:

Eu escovo dente durante longos tempos
Meu cabelo está caindo
E o cabelo que não está caindo está ficando branco.
(Porque a porcaria do cabelo branco é que não cai?)

E agora eu vou cuspir (eca) porque eu já mastiguei demais essa escova
e faz só uma semana que eu comprei
e não to afim de comprar outra tão cedo.

Falou fantasmas.

Friday, August 17, 2012

I love NY

Vi este vídeo e de repente me lembrei porque eu amo tanto NY.

A Year in New York from Andrew Clancy on Vimeo.


Eu sei que não parece, mas estou aqui, devagar e sempre.
Pensando no blog e nos meus amados do Brasil com tanto carinho.
É tanta coisa para dizer, mas tem sido difícil já que agora estou trabalhando em vários lugares e devo medir tudo que escrevo com mais cautela do que já fazia antes.

Ás vezes acabo ficando de mãos atadas. Quero chegar e desabafar meu dia escrevendo no blog, mas acabo me sentindo sufocada e segurando tudo dentro de mim. Porque prefiro dividir as coisas boas e produtivas da minha vida, do que deixar este blog virar um poço de lamentação.
E como ultimamente tenho ficado frustrada com algumas coisas por aqui, acabei optando por ficar quietinha e esperar melhores ventos passarem.

E este vídeo me fez feliz. Fiquei com vontade de dividir estas imagens com meus fantasminhas abandonadinhos. Pois é por isso que eu amo NY.

Friday, July 27, 2012

Geladeira, sangue e croissant.

O diazinho:

Brigo contra o sono para acordar
levanto
enrolo
trabalho
Busco a disciplina desta nova fase da minha vida

Arrumo a casa
estante para lá
livros
Olho fotos com carinho
Almoço

Nicolas prepara o almoço
batata recheada

eu estou tensa
Me sinto pronto para explodir por algum motivo

Descubro que é o dia da Avó
Penso nas minhas duas avós no céu
Choro

Vejo receitas de vó
Penso na mesa posta da minha avó Anacyr
Nos doces da Vovó Nilza
E nas receitas que eu nunca aprendi

Choro

Nicolas resolve limpar a geladeira.
Do nada ele corta o dedo do pé.
O corte sangra muito e eu não dou bola.
Bailarina tá acostumada com desastres no pé.
Curativo.

Ele volta para a geladeira
Ele fura e estraga a geladeira
Balde de água fria e nervosismo
Quando finalmente estamos colocando a vida em ordem e ajeitando a casa, isso.

Mas a culpa não é de ninguém.
Shit happens.
O pé não pára de sangrar.
fazemos mais um curativo.
E agora eu fico preocupada.

Pesquisamos rapidamente preços de mini geladeiras como a nossa.
Num impulso, paramos tudo e vamos atrás de comprar uma geladeira.
O Nicolas vai mancando.

Chegamos na target e só tem 1 geladeira muito cara para nosso bolso.
Voltamos desapontados.

Nesse ponto, o Nicolas checa o pé e descobre que o curativo não segurou nada.
o pé dele continua sangrando.
voltamos para casa
Fazemos mais um curativo
e ele sai

Fico em casa sozinha
Skype com mamis

Dor de cabeça infernal
Muito choro

e mistura saudades, com preocupação, com medo do futuro
com decepções comigo mesma.
E a cabeça gira e tudo parece sem esperança.

Mamis alegra o meu coração.

Ligo para o meu landlord.
Ele toca a campainha.
Mostro a geladeira.
Ele pede 1 minuto.
Ele sai.
Ele volta carregando outra geladeira.
Ele pega a estragada e a gente coloca na rua.
Ele não me cobra nada.

E eu chorei tanto.

Limpo a nova (velha) geladeira.
coloco as comidas de volta,
sem me preocupar se elas estragaram ou não.

Minha cabeça dói.
Fome.
E a maldita da preguiça.
E o cansaço.

Como qualquer coisa.

Perco meu tempo assistindo tv.
Mas a dor de cabeça diminui um pouco.

Falo com a Alana.
Choro mais um pouco.

Eita saudades que dói viu.

Chuva.
Trovão tão alto, que parece que ele mirou a minha casa.
E pensou: vamos assustar a Carol, pq hj ela está vulnerável.
Mas a chuva passa.

Crio vergonha na cara e às 11:30 da noite vou comprar algo para mastigar
Algo que não esteve no drama da geladeira descongelando.

Um gesto bom.
O vendedor que me conhece, me dá um croissant e arredonda minha conta para menos.

De volta em casa.

Ar condicionado
Ventilador
banho gelado (não estou doente, é que está quente demais até para mim)
Croissant do amigo caridoso

Skype com a Titia
Mais umas lágrimas de saudades.

Computador
Blog
Agora.
Boa Noite

E aguardo um amanhã melhor.
Sempre.




Wednesday, July 11, 2012

Sushi, Bridget Jones e Jalapenõ

Sabe aquele dia que você acha que é o chef de um restaurante 5 estrelas?
Pois é.

Meu dia começou sem muitas aspirações de grandezas.
Fui para o triskilions, esfreguei o chão, limpei os espelhos, minhas bailarinas chegaram, tivemos um ensaio excelente e voltei para casa.

Vim com o coração na mão. A dona da Darcy me mandou uma mensagem dizendo que ia buscá-la hoje. Eu e o Nicolas não queríamos nem atender o telefone. Estávamos a ponto de sequestrar a cachorra. Mas no final das contas, marquei um horário e lá se foi a bichinha feliz da vida para a casa de verdade dela. Nos deixando mais uma vez vazios e sozinhos. Foi bom enquanto durou, delícia fazer dog-sitting de uma cachorra fofa.

E logo em seguida meu marido foi trabalhar.

Então fiquei eu, sozinha, em casa, mais uma vez.

Já dizia minha mãe: cabeça vazia é oficina do Diabo.

E olha que eu não estou exatamente com a cabeça vazia...
Milhões de coisas por fazer e eu estou obviamente protelando até o último instante.
Eu poderia estar editando e finalizando o Subway project, deveria estar organizando o Press Kit dos meus trabalhos para a apresentação deste Domingo no festival The Current Sessions.
Mas não, eu fiquei procurando descobrir como fazer sushi através de vídeos no Youtube.
E então achei esta pérola:





Óbvio que depois de assistir este vídeo eu virei uma mestre samurai do sushi (na minha mente fértil).

Mas como eu não estava com paciência (e dinheiro) para ir comprar arroz e utensílios de cozinha japonesa, eu decidi ir no mercadinho libanês aqui na esquina de casa, comprar legumes e coisas que pudessem se tornar uma receita brilhante.

Sabe a Bridget Jones, quando ela decide que vai fazer 5 pratos, e acaba fazendo sopa de barbante azul? (Se você não viu este filme, e não tem conhecimento de cultura inútil, vai ler um blog cult chato.) Meu dia na cozinha foi ligeiramente similar...

Comprei coisas para fazer uma salada cool e fresquinha (porque aqui em NY tá um calor aborígene): abacate, cogumelos, pepino japonês, mini tomate, tahini (libanes), e algo que eu jurava que era um mini pimentão verde.

Vamos direto ao ponto: cortei o abacate (que tava meio duro), o tomate, o cogumelo e o pepino. Então fui cortar o suposto pimentão. E - pausa para o suspense - eu linda, dei aquela dentada servida no pimentão. Fui à lua e voltei. Sessenta copos de água depois eu soltei todos os palavrões possíveis. Agora resta saber o que diabos eu vou fazer com todo o Jalapenõ (pimenta mexicana) que eu comprei.

Bom, aí eu deixei de lado o Jalapenõ, coloquei todas as outras coisas cortadinhas numa cumbuca e fui inventar de fazer um molho. À esta altura eu já estava meio frustrada com as minhas habilidades, então eu resolvi ir fundo na experimentação gastronômica...

Consegui fazer um molho gororoba com tahini, shoyo, azeite, e mel. Ficou interessante.

Mas no processo eu derrubei shoyo pela pia e pelo chão da casa, pepino voou para um lado, talheres caiam. Sei lá o que aconteceu. Hoje eu estava um desastre. E para coroar, após me entupir desta salada à mode carol, eu fui atacar um Muffin de Chocolate que comprei, e na hora que eu estava passando com o prato , eu juro que o Muffin se abriu ao meio e caiu bem em cima do lap top, se despedaçando todo e derrubando migalhas entre as teclas.

Agora visualize a minha alegria interna.
Pois é.

Como estou escrevendo agora aqui, juntem um mais um, limpei tudo e ainda peguei um cotonete para limpar entre as teclas...

Mas vou te falar, hoje foi um dia peculiar.

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